Vil e eu ficamos quatro anos juntos. Hoje vejo como o papel de cada um foi importante para o outro. Ele me ajudou a crescer em todos os sentidos. E eu o ajudei a encontrar um caminho de paz. Isso, claro, em resumo. Eu poderia escrever horas só sobre o que ele fez por/para mim e vice-versa.

Mas eu quero te fazer essa pergunta que tanto me pegou: Qual é o seu papel na vida de quem você ama? Por que você ama quem você ama?

Aprendi que, quando é amor, ele não é pra gente. É para ser entregue e doado por inteiro à outra pessoa. Quando é amor, o objetivo é fazer o outro feliz e se alegrar com isso. Estar com alguém só para a gente mesmo se sentir bem é egoísmo. Paixão, talvez. Prazer, com certeza. Mas duvido que seja amor.

Quando é amor, a gente desenvolve uma vontade única: tornar aquela pessoa melhor. Não porque a gente quer, nem porque ela não seja boa suficiente… Mas porque vemos que ela pode ser muito mais. Quando é amor, nosso papel é mostrar a ela como atingir esse patamar que, sozinha, ela se perde.

Ah! E, quando é amor, não é só apontar o caminho, não. É ir junto, abrindo mão, muitas vezes, do seu próprio. Isso fica para depois. Quando é amor, a gente se disponibiliza a erguer o outro quando ele cair, incentivar, chorar junto e comemorar quando ele conseguir.

E, principalmente, é entender e aceitar que, nem sempre, o caminho de vocês vai terminar junto e, ainda assim, torcer para que o outro fique bem sem você. Isso vai doer até onde você nem sabia que podia sentir dor, mas você vai guardar a lembrança com carinho. Quando fechar os olhos, ainda vai sentir amor, mesmo que já passado.

Quando é amor, a gente entende que nosso papel pode ser apenas temporário, mas nos dispomos a cumpri-lo como se fosse para sempre. Fazer por prazer e companheirismo todas as tarefas difíceis e, quando tudo acabar, dizer: “Eu faria tudo outra vez“.

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