Toda vez que fecho os olhos ao lembrar de você, nunca sei qual sentimento vai me atingir. Se vou me alegrar, se sentirei saudades, se vou ficar com raiva ou se vou querer chorar de novo. Quando se trata de lembranças de nós dois, é sempre uma roleta russa.

Queria que as boas memórias tivessem a mesma força das ruins. Tão bom lembrar aquela vez que, de longe, ao me olhar da piscina, você me piscou em segredo. O rubor nas minhas bochechas foi instantâneo e tive que baixar o rosto para esconder o riso frouxo que surgiu.

Você me fez bem por um período. E é para essa parte que eu tento dar importância e valor. Nesse trecho da nossa história, você ainda não era tão real para os meus sonhos. Ainda se encaixava nos meus floreios.

Mas quando os enfeites do meu vislumbre foram saindo, você foi aparecendo mais. O seu verdadeiro. Não que fosse ruim, mas estava longe de ser quem eu pensei. Falha minha. Minhas expectativas, meu erro.

Acho que é por isso que nunca sei o que sentir. É um misto de decepção com curiosidade. Mistura alegria, paixão e dor. Como se tivessem batido os sentimentos num liquidificador e eu não sei o que dizer.

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