*Texto do leitor Marcelo Santos, do blog O Garoto do Coração de Porcelana

Desde o dia que percebi que não daríamos certo, eu quis me afastar. Eu quis partir. Por vários momentos nós falamos “adeus” um para o outro sem sussurrar nenhuma palavra, e meia hora depois, um dos dois puxava a corda que nos unia de um jeito inexplicável. Na maioria das vezes, você (que dizia não querer nada além de uma boa amizade, aquela colorida, com amassos e sem compromissos) quem sempre voltava atrás.

Nos aventuramos em algo sem explicação. Numa montanha prestes a desabar e, mesmo assim, continuamos nesse lance. E eu querendo partir toda vez que você me recusava nos momentos que queria sentir seu calor, nos momentos que queria lhe dar amor.

Um passo para frente, dois passos trás. Assim era você. Enquanto eu estava pronto para me jogar, você estava para desistir. Mas eu via que, por trás dessa fachada, havia um “Não me deixe ir”. Estava segurando seu mundo mesmo sem saber o que éramos, e quem seguraria o meu mundo se você decidisse ir.

Eu queria ir. Te deixar para trás e seguir em frente, sabendo que o sol ainda poderia brilhar no futuro. Mas era difícil não parar e pensar em nós… “Será que você apenas não estava inseguro de tentar?”. Ou “Será que vale a pena partir, tendo certeza que os momentos com você valeram por qualquer lágrima que eu já tenha derramado nessa paixão complexa?”.

Nessa confusão toda, me diz: Quando partir? Porque eu nunca sei.

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