Quando você precisou ir, eu fiquei igual criança amedrontada. Pedi colo de mãe. Chorei. Dormi abraçada com travesseiro imaginando que fosse o seu corpo. Até usar suas roupas, eu usei, pra me certificar de que não fosse esquecer o seu cheiro.

Foi difícil me acostumar a passar noites sozinha, porque eu gostei rápido demais de ter você ao meu lado na cama. Sonhei com você e quebrei meu próprio coração quando acordei e lembrei que você ainda não tinha voltado.

Eu sumi sem querer, mas também não tinha vontade de ressurgir. Eu apaguei sem esforço para retrucar a sensação de esmaecer. Não queria entregar os pontos, mas também não tinha condições de segurá-los.

Há quem diga que eu não posso depender tanto assim de você. Mas não é dependência. Eu vivi sem você por perto, mas eu acho tudo tão melhor quando você está… Eu não estava pronta para abrir mão da gente.

Por esses e outros motivos é que fiquei tão feliz ao ver você voltar. Tomei até banho gelado, para ver se acordava de alguma ilusão. Mas o braço arrepiado me fez perceber que era verdade e a água fria serviu só para levar os dias ruins para longe.

Tranquei bem a porta a noite, para não deixar a felicidade sair de novo. Pelo menos não por enquanto. Só até eu conseguir reaprender os seus jeitos… Mas deixa eu acrescentar aqui que, por mim, você fica pra sempre.

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