Você pediu para esperar e eu acatei ao seu pedido. Disse que não iria demorar e eu acreditei. E eu já perdi a conta de quanto tempo faz que continuo aguardando. Às vezes eu odeio esse amor que me faz esperar não sei bem pelo quê.

Se já pensei em sair e seguir a vida? Claro que sim. Mas os pés não respondem aos meus comandos. E, se respondem, o coração fica. Nunca consigo sair por inteiro, sempre fica uma parte para trás, ainda alimentando a expectativa de que, logo, a espera irá terminar.

Talvez seja a curiosidade: O que te fez atrasar tanto? Deve ser grande, pesado e soltar fogos de artifícios. Ou, ainda que seja algo mais singelo, talvez você venha com uma história fantástica de uma jornada cheia de batalhas, confrontos e lutas, mas que você persistiu incansável para chegar até aqui.

Em contra partida, o outro lado de mim está morrendo de medo de que, quando chegar, você vai dizer que demorou porque não tinha certeza se queria mesmo vir. Ficou perambulando um pouco pelo caminho, cogitando a hipótese de voltar de onde veio, mas continuou porque… Bem, você ainda não tem essa resposta.

Queria que eu tivesse um meio de saber a sua atual localização e velocidade – apesar de saber que eu quero que você venha mais ligeiro do que o seu passo, não importa quão rápido ele já esteja. Essa é a minha ânsia por você.

Ei… Não precisa chegar com nada, não. Nem uma flor que você arrancou da trilha. Não precisa se desculpar nem se justificar. Venha só com a sua vontade de ficar pra sempre.

Você pediu para esperar e eu tô aqui, esperando. E já não sei quanto tempo faz.

 

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