Terminei o ano passado pedindo que 2014 fosse cheio de amor. Consegui o que queria – com alguns extras já conhecidos: Choros, risos, lutas, superação, descobertas e muitas lapidações.

Claro, todo ano tem seus altos e baixos mas, nesse, os baixos foram mais fundos e, por isso, os altos, mais altos do que nunca.

Em 2014, ganhei uma das minhas maiores alegrias: minha sobrinha, Eliza. E vi minha afilhada, Lavignia, crescer e completar seu primeiro ano de vida.

Gravei minha primeira música em estúdio, toquei na Virada Cultural, e estou aprendendo a me soltar mais no palco (a ponto de os meninos chegarem e dizerem: “Leca, você arrasou!“).

 

Fiquei, por mais ou menos seis meses, ao lado do meu namorado na luta final contra a leucemia. Acompanhei a adaptação da nova medula após o transplante, a recuperação dele e tive que me virar para conseguir cuidar dele em um apartamento alugado na capital. Essa foi a parte em que mais cresci, com certeza.

Me chamem de menina mimada se quiserem, mas cuidar de casa – limpar apartamento, ter que cozinhar todos os dias, lavar roupa diariamente, ainda mais no nível que tinha que ser (ele não podia ter nenhum contato com bactérias, foi um momento bem crítico, então, não era “qualquer limpeza”), foi algo pelo qual eu ainda não havia passado.

Sabe, esse período tempestuoso me fez amadurecer. Fez eu perceber que a gente tem uma força que desconhece. Ela fica ali, num casulo, esperando a hora de sair e ser usada. Eu chorei muito nessa época. E fui colo para choro também. Em ambos os casos, de alegria e de angústia.

Em novembro, voltamos para casa, em Foz do Iguaçu. Em dezembro, recomeçamos a namorar (dessa vez, sem hospitais, máscaras e remédios). Agora, estamos mirando um 2015 cheio de vida, saúde e amor (que nunca nos faltou).

2014 foi o ano em que o Cereja cresceu e ganhou nova cara. E espero que o próximo ano seja de muitas novidades, textos, inspirações, leitores, e-mails.

Que a gente agradeça mais (a Deus e aos outros) e reclame menos. Que a gente ame mais e brigue menos. Que a gente seja melhor. Sempre.

Feliz Ano Novo.
 

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