Tempos estranhos esses que temos vivido, amor. Acho, às vezes, que estamos a beira de um super colapso. Que caminhamos em direção a autodestruição. Nós, humanidade. Eu e você, nós vamos de mãos dadas contra a correnteza.

Não entendo tudo que acontece. E, quando penso que compreendi, enfim, as coisas tomam novo rumo e eu me perco outra vez. Se não fosse você me segurando, talvez me perdesse de vez no meio da multidão.

São tempos difíceis, amor, mas você faz parecer mais fácil. Faz parecer possível. E mesmo com tantas caras carrancudas e pesadas, seu sorriso se mantém – e me faz sorrir também. E somos dois doidos, rindo à toa, na tempestade.

Você é meu ponto de luz nessa época tão escura. E seu brilho me envolve… Gosto de como mantemos os momentos de carinho, mesmo com tudo desmoronando e nos fazendo acreditar que o amor está morrendo lá fora.

Pode ser que as coisas não andem muito bem por aí. Mas aqui, entre nós, continua leve. E, ainda que a gente receba alguns ataques, não vão tirar a gente do caminho, não. A gente pode até perder o equilíbrio e cair, mas uma mão puxa o outro. E a gente segue, dançando a nossa música que ninguém mais escuta.

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