Há uns dias, comecei a assistir a série Scandal, pelo Netflix. Não é um seriado que eu possa dizer: “Nossa! Vai lá e assiste AGORA”, mas a trama me segura pela curiosidade. A história até começa bem: liderada por Olivia Pope (Kerry Washington), uma equipe de advogados é especialista em livrar seus clientes, principalmente políticos, de possíveis escândalos em que se metem.

O problema, porém, é que Pope, uma mulher segura, bem sucedida, inteligente e linda (é a Kerry, né gente?) tem um ponto fraco: o presidente dos Estados Unidos, Fitzgerald Grant (vivido por Tony Goldwyn), com quem se envolve romanticamente há anos.

E isso vira maçante na série. Olivia começa como uma personagem decidida e forte e agora, na terceira temporada, é mais um clichê feminino sofrendo de carência e por um amor impossível. Não, minha filha! Você é melhor que isso!

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Ao mesmo tempo, eu penso: Quem nunca teve um “tendão de Aquiles”? Sabe?… Aquela pessoa que basta sorrir para você e está feito o estrago? É irritante ver os outros nessa condição, mas é pura hipocrisia também.

E eu acho muito engraçado que o amor entre Fitz e Liv é sempre mais forte do que qualquer outra vontade ou sentimento deles. Estão putos um com o outro, mas aí se olham (ainda enfurecidos) e pronto… Lá vem uma cena com pegada mais forte. Estão para terminar a relação (pela 194ª vez), aí vem a cena de um sexo triste e amoroso. Se reencontram depois de um tempo, beijos mil para matar a saudade. Enfim… Sempre termina na cama.

É um amor que transcende todas as circunstâncias. Toda e qualquer razão. Todas as impossibilidades e, ainda assim, impossível por si só. E, falando francamente? Eu detesto a existência de um amor desse jeito, que não desiste nem desenvolve. Que só prende e nos torna fracos. Estou torcendo para que, um dia, Olivia perceba isso e consiga sair da Sala Oval só com ela. Livre. Leve. Solta.

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