Hoje me senti feliz. Não só por mim, mas por você. Verdadeiramente feliz. O sentimento de posse – aquela droga de sentimento de posse -, que faz o ego rugir em dor quando vemos quem considerávamos ser nosso em outro abraço, foi embora. E, agora, posso dizer (enfim) que estou feliz por nós.

Não éramos as pessoas um do outro. E demorei para aceitar isso. A gente sabe logo de cara quando não é pra ser, mas aceitar é outra história. Dói. Machuca. Magoa. Faz a alma arder. Mas, alivia depois. Tira o peso das tentativas frustradas das costas e faz o coração repousar.

Sê feliz sem mim. Sem pensar duas vezes nem olhar pra trás. Não pense no “e se…” que eu não pensarei também. Segue adiante em nova companhia e eu farei o mesmo, sorrindo sempre e de mãos dadas com o meu novo alguém.

A gente merece a felicidade que um não poderia oferecer ao outro. Não por falta de vontade, mas nunca a tivemos sob nosso domínio para poder dá-la. Ela não era nossa. Era sua e minha. Separadas, como água e óleo. Podem até ficar no mesmo ambiente, mas não se misturam.Que você aproveite o óleo e eu a água. Cada um na sua densidade e homogenia.

Sê feliz. E eu hei de ser também.

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