A notícia do falecimento de Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, ontem me deixou em choque. Eu era tão fã da banda que sentia que o conhecia, sabe? Meus Dos meus 12 aos 15 anos, os CDs Hybrid Theory, Meteora e o DVD Live in Texas foram constantes na minha trilha sonora. Eu faço parte da legião de fãs que se sente cada vez mais órfã no mundo do rock.

Chaz tinha 41 anos e lutou por muito tempo contra drogas e álcool. Além disso, um de seus melhores amigos, Chris Cornell, cometeu suicídio há dois meses. E essa, talvez, tenha sido a última gota. Tanto que Chester “seguiu” os últimos passos do amigo na data em que ele [Chris] completaria 53 anos.

E o que a morte do cantor de pulsos com fogo tem a ver comigo e com você? Você podia não ser fã de Linkin Park, talvez nem tenha ouvido falar… Mas se tocar “Numb” ou “In the End“, você vai lembrar que já as escutou por aí.

Mas eu e você temos matado muita pessoas. Seja consumindo a desgraça alheia (como o caso de Amy Winehouse) ou por despejar ódio achando que é opinião. Veja bem a diferença entre um e outro nessa hipótese simples:

– Oi, Leca. Você gostou da minha camiseta azul?

OPINIÃO
– Ai, não gostei muito, não. Mas o importante é você gostar e se sentir bem!

ÓDIO
– Meu Deus, você tá ridícula! Só gente lixo e burra usa essa cor. Você não se viu no espelho antes de sair de casa?

Parece óbvio, não?

Mas, pra muita gente, falta essa percepção. Assim como há quem confunda grosseria com sinceridade.

Nossa falta de amor ao próximo – aliás. Me deixem reformular isso. Se já é difícil a gente AMAR as pessoas próximas, quem dirá os mais distantes, não é? Então, a nossa FALTA DE EMPATIA E SENSIBILIDADE está matando nossos ídolos.

Linkin Park mudou muito nesses últimos anos, especialmente no novo álbum lançado esse ano, o “One More Light“, onde puxam muito mais para o pop que para o rock gritado, que era uma das marcas da banda.

O que o pessoal fez?

Discurso de ódio. Endemonizaram os integrantes, xingaram, se rebelaram contra o LP como se eles não tivessem o direito de se reinventar.

É que a gente se acha superior pra cacete atrás de uma tela de computador, não é? Acima do bem e do mal. Falamos sem medir as consequências – nem pra gente nem para os outros.

Aí vocês pensem o que é despejar tudo isso (aos milhares) em cima de uma pessoa que já está com uma luta interna tremenda… Deu no que deu. Infelizmente, perdemos mais um grande nome da música que marcou uma geração. E isso não é exagero!

A gente acha que nossos problemas são os maiores do mundo. Deixa eu te falar uma coisa: não são. E tem gente com situações muito piores que você e são exemplos de amor, generosidade e sabedoria.

Não falta amor no mundo. Falta a gente aprender com ele.

#RIPChesterBennington

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