Eu queria poder falar sobre você sem ser piegas, mas não consigo fugir disso, porque amor é brega e cheio de clichês. Lembro quando eu dizia que não gostava de ganhar flores, porque elas morrem em pouco tempo… Mas eu gosto.Afinal, elas representam bem o que eu sinto quando te vejo chegar. Eu floresço. Sinto as minhas cores e as vejo numa aquarela com as suas.

E isso ainda acontece, sim. Mesmo depois desses anos, mesmo depois de todas as brigas e consertos, mesmo depois de tanta rotina. Poder sentir o amor ainda tão vívido é um privilégio. É como se cada riso lustrasse o coração. Cada abraço, um curativo. Cada beijo, um pulsar fortalecedor.

Sabe, é com você que eu gosto de sonhar. E, melhor que isso, é ao seu lado que quero realizar cada um deles. Eu poderia, sim, ter outros sonhos, almejar outras conquistas… Mas eu prefiro quando você está. As coisas ficam mais fáceis. Mais bonitas. Mais completas.

É, eu vim para ser piegas mesmo. Brega. Cheia de clichês. Repetir os mais cansativos jargões sobre amor e, talvez, criar uns novos (num devaneio egocêntrico). Eu vim te falar sobre amor. Sobre o meu amor.

Sobre você.

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