Para ler ouvindo: If I Fell 

Eu faço parte da grande parcela da população que sonha em ter casa, família e cachorro. Um lugar tranquilo para voltar depois de um dia puxado de trabalho. Uma recepção alegre me esperando no portão. Um abraço caloroso de bom dia, beijos de boa noite e uma viagem para a capital portenha no final do ano.

Gosto quando a gente conversa sobre isso e fica imaginando até um daqueles robozinhos-aspiradores-de-pó limpando a casa enquanto jogamos vídeo-game ou vemos filme. Minha cabeça e meu coração voam longe nesses diálogos.

Não é a primeira vez que tenho esses sonhos. Aliás, trago-os comigo desde que consigo me lembrar. É bagagem antiga, que hiberna em mim à espera da realização, ansiando o momento de ser aberta e liberar tudo o que guardou por tanto tempo.

Tudo que carrego nela é inédito – ao menos, para mim. São cargas preciosas. Únicas. Então, não posso perdê-las. Só quero liberá-las quando encontrar alguém disposta a regá-las comigo. Vê-las crescer e se multiplicar. Entende isso?

Por isso, te peço que sua disposição seja real e não só da boca pra fora. Não apenas feita por palavras bonitas a serem ditas para me fazer sorrir. Me faça feliz, de fato: Com atitudes, com ações, com gestos, com a vontade de estar ao meu lado, sonhando acordado comigo.

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