Eu parei de assistir Malhação quando a história ainda se passava no colégio Múltipla Escolha, com muitos sucos de laranja no Gigabyte e Vagabanda. Mas algo que nunca mudou na novela foi a trama principal: casalzinho apaixonado, com muitos desencontros e planos diabólicos de terceiros para ser separado.

Teve uma época em que Malhação abordava temas interessantes, como AIDS (eu lembro da Érica, personagem vivida por Samara Felippo) e gravidez na adolescência (história protagonizada por Bia, interpretada pela atriz Fernanda Nobre), mas depois de um tempo, virou lenga-lenga.

A nova fase da novela, intitulada “Viva a Diferença“, será escrita pelo criador do Castelo Rá-Tim-Bum, Cao Hamburguer. Sem um casal como trama central, a história será de cinco amigas na Vila Mariana, em São Paulo. O quinteto se conhece no metrô, quando, numa pane, uma delas entra em trabalho de parto (volta a pauta “gravidez na adolescência”).

Hamburguer disse à Folha de São Paulo que o interesse maior é pelo olhar feminino.

Acho muito instigante a maneira como elas enxergam o mundo, mas também acho importante sempre e, principalmente no Brasil, a gente defender a igualdade e a força das mulheres.

“Viva a Diferença” traz as atrizes Manoela Aliperti (Lica, a rica alternativa), Heslaine Vieira (Ellen, a hacker), Ana Hikari (Tina, a artista), Daphne Bozaski (Benê, a tímida) e Gabi Medvedovski (Keila, a grávida que, por acaso, acaba reunindo o grupo). Além de sororidade, veremos também protagonistas multiculturais, que vai bater de frente com situações de preconceito e racismo.

Elenco principal de “Viva a Diferença”

Acho muito legal esse tema (sororidade) ser abordado para um público mais jovem, porque novela, geralmente, reforça que mulheres são inimigas – principalmente por causa de homem. Não somos! Não precisamos ser.

Aguardemos!

 

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