Mais uma “retrospectiva” mas, dessa vez, do Cereja. Como de uns tempos pra cá eu venho me empenhando mais em textos, pensei em listar os 10 mais lidos do ano. São eles:

1. Fora de Moda (29/04)

“Ser romântico é bom. Permite que você sonhe e tenha esperança de algo lindo (às vezes, inacreditável) num mundo frio. Em contrapartida, isso vai te destruir algumas vezes. Não é fácil ser romântico numa sociedade onde, por tantas vezes, pessoas são tidas como objetos (…) Talvez seja fora de moda acreditar nisso ainda, mas é como dizem: “Cada louco com sua mania”. A minha é acreditar no amor de Shakespeare.”

2. Você Passou (10/07)

“Lembrei de você hoje e, quer saber? Não doeu. Nem um pouquinho.
Você virou só mais um rosto, enfim. E isso resultou em leveza no meu coração. Você o deixava pesado demais. Ele não te aguentava, apesar de querer. E como foi bom ele ter, finalmente, se convencido de que não precisava carregar você como fardo.”

3. O dia em que não pensei em você… (01/05)

“Parecia que aquele andar não era meu. Tinha algo muito diferente naqueles poucos minutos de dia e eu não sabia dizer o que era (…) O dia em que não pensei em você me fez perceber como é sem graça não ter alguém que faça dos pensamentos, reféns. No dia em que não pensei em você, apenas existi.”

4. Tá Tudo bem (19/08)

“Menina, olhe-se no espelho como se fosse a primeira vez. Esquece todos os defeitos que você se atribuiu. Deixa pra lá todos os conceitos que você tinha de si mesma e se veja como realmente é. Permita-se esse encontro. E, ó… Tá tudo bem se achar bonita.”

5. Não Goste de Mim (26/08)

“Você chegou numa época complicada. Estou emocionalmente inacessível, portanto, não goste de mim. Não vou conseguir retribuir tal afeição (…) Eu não posso gostar ainda. De você, nem de ninguém. Então, não goste de mim, porque sentimentos são duradouros e eu não vim para ficar.”

6. A Carta (10/05)

“Ao terminar, deu um suspiro aliviado e conclusivo. Olhou para ele novamente sob a luz amarelada. Dobrou o papel, levanto-se da cama e colocou a carta na gaveta da escrivaninha, junto com todas as outras que jamais foram enviadas.”

7. Sinais (19/07)

“Mas, ó… Conta com jeitinho que nada disso é verdade, porque eu já cansei de voltar ao mundo real e me arrebentar no pouso. Deixa a tristeza ser bonita desta vez ao invés de torná-la apenas destruidora. Eu já tenho uma imensidão dentro de mim, não preciso que ela fique mais intensa. Deixa só a saudade, sem aquela dor sufocante.”

8. Silêncio dos Inocentes

“Ficar calados um do lado do outro não foi o problema. Por vezes, era
permissivo e proposital. Trocávamos as palavras por sons quase
inaudíveis e estes, por sua vez, é que quebravam o silêncio total. O
roçar dos dedos nos cabelos. O atrito sutil da pele com pele. Os
suspiros e os beijos intermináveis.  (…) Acredite: Te amei até o último adeus e além. Eu só não queria mais estar ali.”

9. Fica (11/09) 

 

“Ainda tenho tanto para te mostrar… O resto da casa, as minhas fotos de
infância. Tenho que te ensinar o macete para abrir a janela da cozinha,
que sempre emperra na metade. Você ainda nem viu como o pé de manga
fica carregado no verão (…) Fica, porque eu já acostumei com você aqui. Fica, porque a nossa música já vai tocar e você me deve uma dança. Fica, porque a gente tem que terminar os planos daquela viagem. Fica, porque eu preciso.”

10. Não Espere Nada (09/08)

“- Eu te perdi mesmo, não é? Não sobrou nada.
– Sobrou o que você destruiu. Isso tudo que você vê é obra sua. Não reclame da sua obra de arte. Agora, se já tirou todas as suas dúvidas, eu preciso ir.
– Ok. Desculpe te incomodar. Desculpe ter feito isso com você. Eu espero que você mude de ideia.
– Não espere nada de mim.

E saiu sem ele – como sempre fez”

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