Essa noite você conseguiu ser desprezível. De todas as suas manobras, esta foi a mais baixa: você invadiu o meu sonho. Depois de tanto tempo, você ainda insiste em me assombrar. Não… “Assombrar”, não. Porque eu não tenho mais medo de você ou da menção ao seu nome. Isso eu já posso te garantir.

Mas me enraivece que você ainda exista, quando eu pensei que já havia ido embora. Aliás, quando foi que isso aconteceu? Eu perdi o momento da sua partida e eu queria tanto vê-lo seguir para longe. Eu queria me certificar de que você iria sem deixar nada (propositalmente) para trás.

Voltando ao sonho: Era seu carro. Não sei para onde estávamos indo, mas você estava com aquele seu olhar irresistível. Por um segundo, ele quase me convenceu. Mas, aí é que veio a reviravolta, meu querido: Eu não cedi. E isso me deu um gostinho de prazer. Te dizer o “não” que sempre ficou entalado na garganta aqui no mundo real.

Talvez esse tenha sido o real motivo do sonho. A minha vontade não realizada de te negar. A minha ânsia em ter um poder maior que o seu sobre mim. O desejo em ver a sua expressão ao me ver te recusar. No meu sonho, eu é que triunfei.

Quisera eu ter vivido este meu sonho ao invés do pesadelo….

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