Esse é o meu adeus. O último e definitivo. O verdadeiro. Das outras vezes, eu não conseguia (nem queria) me desprender totalmente de você. Era um “adeus” com um quê de “até logo”. Mas dessa vez é diferente, eu sei. Sinto em cada milímetro do meu corpo que quero me despedir.

Eu pensava que já tínhamos encerrado tudo e fechado a cortina. Mas, para a minha surpresa, era só o fim de um ato. Acho que era um show do qual só você tinha o roteiro. Uma apresentação de marionete que você comandava.

Esse é o fim. Chega de sequências desnecessárias. Chega de insistir em continuidades. Para o improviso dar certo, é necessário sintonia e isso nos faltava. Eu chegava, você saía. Eu vinha, você voltava. Nos encontrávamos no meio do desencontro, de esbarrão e de relance. Eu queria ficar, mas você tinha pressa. E, quando era minha hora de ir, você pedia um tempo a mais.

Já te pedi isso outras vezes mas, agora, estou mandando você me deixar. Estou impondo sobre a minha mente pensamentos sem você. Meu tom é enérgico e certo: sai! Porque eu não vou mais permitir você instalado em mim. Se aninhe em outro alguém e ceda o espaço que você não usa para quem quer e merece.

Esse é o ultimato. Vai por bem ou por mal, não me importa… Mas aqui você não fica mais.

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