Para ler ouvindo: I Miss you – Adele

Foi mais ou menos, né? Foi confuso. Queria poder dizer que foram os melhores dias da minha vida, mas eu não sou de mentir pra mim mesma. Foi conturbado e totalmente inesperado. Mas, ainda assim, foi grande.

Acho que você veio para ser esse gigante ponto de interrogação na minha vida. Um fardo, talvez. Você veio para fazer a diferença que ninguém vê. Aquela que mexe com a minha estrutura e conceitos. Aquela que transforma pela dor.

Você me olhava e eu já mordia o lábio. Eu te tocava o braço e, em seguida, ele já estava ao redor da minha cintura. E mesmo estando tão abertos um ao outro, nunca conseguimos entrar, de fato. Nos alojar nos corações. Você era um refúgio, sim, mas não chegou a ser lar.

Ainda não sei dizer se foi amor ou só uma paixão muita intensa na hora errada. Talvez se tivéssemos esperado um pouco mais, talvez se tivéssemos nos controlado, a história teria sido outra. Mas depender dos “talvez” para mudar a história não ajuda muita coisa.

Eu ainda lembro de você quando passo por aquele café ou por aquela rua mais afastada na cidade. Quando escuto aquela música ou quando mencionam aquele ator que você não perde um filme. E, verdade seja dita, às vezes eu lembro de você sem nenhum esforço ou fator externo.

Sei que, um dia, você vai ficar para trás. Em alguma manhã, eu vou levantar e caminhar até a janela sem pensar em você. Sem imaginar que você poderia estar aqui. Sem doer o fato de que, por um tempo, você esteve e, de uma maneira bem incomum, me fazia feliz. Um dia isso vai acontecer. Mas, hoje, ainda hoje, eu queria que você tivesse ficado.

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