Deixa eu te pegar pela mão e te levar por aí, sem rumo, garota. Deixa a mala preparada que eu passo te buscar de madrugada na sua casa. Eu sei a hora que seu pai vai dormir, então, não tem erro. Eu sei que você confia em mim. Posso até imaginar você aí, lendo isso com o coração acelerado e se perguntando: “Ele endoidou? Está falando sério?”.

Estou. Vem comigo.

Eu tenho um dinheiro guardado, vai dar pra gente ir pra longe, pra onde a estrada nos levar. Para onde o acaso decidir. Não é desse tipo de coisa que você gosta? Dessas loucuras românticas? Pois olha eu aqui, tentando ser o cara daquele filme que você tanto adora. E você achando que eu era um bruto “troglodita”.

A verdade é que eu perdi a cabeça por você. É a primeira vez que isso me acontece. Deve ter me pegado de guarda baixa, sei lá. Mas quando eu te vejo, você toma conta da minha cabeça e do meu corpo inteiro. Loucura, eu sei, mas é pra soar bonito e não maníaco.

Vem comigo. Diz que sim. Eu tô precisando largar tudo e viver algo assim. Nem estou mais achando tão ridículos os seus filmes enquanto eu escrevo isso. Será que fui contaminado? O que você fez comigo pra me deixar assim, tão de ‘conto de fadas feminino’? Eu, hein…

Mas, não se preocupe. Ainda sou o mesmo. Aquele do qual você gosta… Meio bobo, meio rude. Aquele que te dá flores de manhã e à noite… Bem, melhor não descrever tudo.

Só sei que eu tô te esperando. Eu sei que você vem. Já posso visualiza-la saindo de fininho pela porta dos fundos e correndo, silenciosamente, em direção ao meu carro.

Ah, garota… Vem comigo que eu te faço feliz como você nunca sequer sonhou.

Me dá a mão e vem.

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