Eu queria te encontrar em algum lugar qualquer hoje só para poder dizer na sua cara o quão errado você estava. No fundo, eu sempre soube disso, eu só não acreditava. E tive que esperar até eu ter a plena convicção de que você apontava algo totalmente errôneo.

Os seus gritos de “Você acha que alguém além de mim vai te amar?” desapareceram da minha cabeça. Sua voz cessou quando achei uma outra, suave, dizendo que sou a “melhor coisa que já me aconteceu”. Hoje eu consigo acordar sem escutar seus berros infundados.

Fico brava e decepcionada comigo, às vezes, por ter acreditado em você por tanto tempo. E, por causa disso, eu tive que aguentar muita coisa que seria totalmente dispensável na minha vida – você é a principal.

Tem coisas que só percebemos quando vemos de longe. Quando estamos perto, acreditamos que um ponto é toda a realidade apresentada. A falsa ideia do seu amor era a minha. E eu pensei que não conheceria outra.

Até que, um dia, me sentir forte. Já não dava mais pra mim… Aquilo que você chamava de relacionamento há tempos deixara de ser minha felicidade, ou seja, eu precisava reencontrá-la. Para isso, precisei tirar você do caminho.

Achei que eu fosse ficar estagnada, presa à sua lama. Mas eu não queria mais afundar em você. Lutei. Estiquei. Chorei até alcançar a margem. Queria que tivesse sido tão rápido quanto parece.

Me libertei. Saí, com minhas próprias forças, das suas inverdades. E agora, o caminho é tranqüilo, pacífico, que me leva em direção ao sol e a mim mesma.

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