Assisti pela “seiláquésima” vez o “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” esses dias e parei para analisar como aquela francesinha peculiar me fez abrir os olhos aos pequenos prazeres da vida.

O filme já começa falando deles. Ela gosta de ver a reação das pessoas no cinema e de enfiar a mão em sacos de feijão. O pai gosta de limpar a caixa de ferramentas.  Não sei quem gosta de estourar plástico bolha. E um outro, assim como eu, gosta de estalar os dedos.

Essas pequenas felicidades compõem o nosso dia com tanta frequência que já não notamos mais. Por vezes, fazemos automaticamente. E a satisfação, apesar de sempre presente, nos passa despercebida. Aliás… A verdade verdadeira é que nós a ignoramos.

O principal motivo, talvez, seja porque queremos sempre prazeres maiores. Reconhecimento. Sexo. Dinheiro. Amor. Colocamos na frente os prazeres que nos tornam dependentes de terceiros e a margem que se abre à frustração é gigante.

Outro questionamento que me fiz: Por que ficamos inertes, esperando algo louvável chegar até nós? Nos acostumamos com o que nos é cômodo e isso, sem nos darmos conta, atrasa a nossa vida. Amélie cria as próprias próprias oportunidades e realizações. Além de mexer os pauzinhos para que as pessoas próximas à ela também percebam que mudar é uma questão de atitude.

Não sei vocês, mas isso me fez querer mais pequenos prazeres. Amor e afins a gente acha pelo caminho – como acontece no (fabuloso) destino de Poulain. E aí, pensando em tudo isso, me lembrei daquela musiquinha de supermercado, a princípio boba mas que é uma constatação certeira: “O que faz você feliz, você que faz”.

E é mesmo.

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