Lamento, mas não tenho muito a te oferecer.

Não tenho nada em meu nome, sequer um cadastro na Casas Bahia. Minha casa, além de pequena, é alugada. Não sou chefe na empresa onde trabalho. Meu carro é um daqueles “popular-um-ponto-zero”.  Acho que, meu mesmo, só um violão e uma beagle gordinha.

Ah, e também não sou uma lady. Não espere uma etiqueta à la Audrey Hepburn da minha parte. Calma, não sou nenhuma ogra também! Mas sou menina-moleca. Troco sapatos de salto alto por um par de tênis ou sapatilhas.

Cabelos longos e loiros? Esqueça. Meu cabelo é curto, quase joãozinho. E castanho. Barriga sarada e pernas torneadas? Não, sinto muito. Sou normal. Nem magra, nem gorda. Pezinho de princesa? O meu ultrapassou essa numeração há alguns anos.

Sou cheia de imperfeições – como qualquer ser humano. Umas manias insuportáveis e inexplicáveis, como deixar o volume da televisão sempre num múltiplo de cinco. E, seguindo os costumes da humanidade, tenho uns gostos gastronômicos peculiares.

Em suma, essa sou eu: Não tenho muito, não sou nenhuma boneca Barbie e sou complicada. Mas, ofereço o meu colo pra você. Não, ele não é o melhor do mundo, mas talvez seja o que você precisa. E um coração, cheio de remendos, mas disposto a ser seu por completo.

Você quer?

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